sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A relação entre o corpo em movimento e o espaço

TÍTULO DA OBRA

A relação entre o corpo em movimento e o espaço


DESCRIÇÃO

O seguinte trabalho tem como tema a Arquitetura de interiores. Em uma abordagem mais humana do espaço tenta-se  desenvolver a temática, onde o corpo é um agente transformador do espaço no qual ele se encontra.


JUSTIFICATIVA

Durante o processo de construção da sociedade o corpo passou por várias transformações no que diz respeito ao seu papel social. Entende-se que é imperativo entender o homem em sua totalidade indissociável, por esse motivo é que nos propomos a pensar o corpo como agente condicionante do espaço.  O espaço por sua vez não seria nada sem esse corpo ao qual é referido. Na lógica ocorre uma certa dependência do espaço para com o corpo, e vice versa; espaço vazio continua vazio não havendo lógica nele. É neste momento que entra o corpo e transgride esse mesmo espaço pois para ele ser compreendido e legitimado como tal necessita desse agente que é o corpo que por sua vez, só pode ser compreendido dentro do ambiente em que se encontra e das relações que nele estabelece.

Assim, queremos elucidar o tema através da demonstração de como o espaço é determinado pelo corpo, porém nota-se também o inverso, ou seja, o corpo também é condicionado pelo espaço. Em outras palavras considera-se uma troca constante entre o corpo e o espaço.


CURRÍCULO RESUMIDO

Durante o semestre letivo  2014.1  foram realizados encontros com a finalidade de produzir as fotografias. Em um desses encontros foi utilizado um poema de Damário da Cruz como caminho para a construção de uma poética  vinculada ao tema arquitetura  de interiores . Devido as limitações impostas pela poesia , foi acordado com o grupo que as fotografias do trabalho final fossem capturadas no prédio da fundação Hansen Bahia localizado na Cidade de São Felix/BA. Em todos os processos, as fotografias foram capturadas no período de 8:00 às 21:00 horas, utilizando uma câmera profissional Nikon D50 incluindo uma lente zoom de 3x NIKKOR AF de 35 - 80 mm f/40 a 5.6 D. O processo de construção do trabalho se deu em equipe. Como tal, as ideias foram construídas coletivamente.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

IMAGENS:
 

 Contemplação


 distância focal 35 mm; f/4; ISO: 1200; V1/3200 s; sem flash 2000 x 3008; 300 dpi

Passos


distância focal 38 mm; f/4; ISO: 1200; V1/3200 s; sem flash 3008 x 2000; 300 dpi

Pé(s)


distância focal 70 mm; f/5.6 ; ISO: 1200; V1/80s; sem flash 2872 x 1756; 300 dpi

Espera


distância focal 35 mm; f/4 ; ISO: 1200; V1/800s; sem flash 1643 x 1654; 300 dpi

Fora de si


distância focal 35 mm; f/4; ISO: 1200; V1/40s; sem flash 3008 x 1900; 300 dpi

Mescla


distância focal 35 mm; f/4; ISO: 1200; V1/1000 s; sem flash 1845 x 2824; 300 dpi

Encontro

 

distância focal 50 mm; f/4.8; ISO: 1200; V1/100s; sem flash 2832 x 2000; 300 dpi

Espaço


distância focal 35 mm; f/4; ISO: 1200; V1/160s; sem flash 3008 x 2000; 300 dpi

corpo

 
distância focal 35 mm; f/4; ISO: 1200; V1/400s; sem flash 3008 x 2000; 300 dpi

Fluir


distância focal 35 mm; f/4; ISO: 1200; V1/1000s; sem flash 2000 x 3008; 300 dpi

Filosofia da Caixa Preta

Filosofia da Caixa Preta

   Na tentativa de explicar a fotografia e atos relacionados a ela Vilém Flusser formula uma teoria filosófica, a começar tratando-se da imagem e a função da mesma na modernidade, com o passar do tempo a imagem tem tamanha importância que passa a substituir textos informativos, algo que ele julga errado pois em sua concepção deveria ser usada como meio de enriquecer os textos. O autor também ressalta que a imagem pode variar de acordo com a interpretação feito tanto pelo fotografo como o receptor, de acordo com o conhecimento cultural e sensações pessoais de determinado receptor. 
   Flusser afirma que a máquina de fotografar é uma prolongação dos olhos do fotógrafo, ele a define como um produto capaz de gerar produtos, logo é necessário ter discernimento para encontrar imagens que possuam significado e que possam adquirir valor. Ele diz que o usuário comum a utiliza como um brinquedo, sem dar importância ao valor da imagem, fala também sobre a manipulação da imagem, como essa é influenciada pelo fotógrafo e este influenciado pela indústria fotográfica, por interesses dos envolvidos no ato de fotografar a imagem chega ao receptor distorcida.
   O filósofo explica que a pratica de fotografar obedece a certas regras e restrições do aparelho, além de respeitar um ponto de vista, defendido, pelo fotógrafo. Flusser afirma que as fotografias mais verdadeiras são aquelas que aguçam a imaginação, dependendo assim de um raciocínio para a interpretação da fotografia e ressalta também que as cores da fotografia as tornam dependentes da tecnologia usada para que existam, fazendo a imagem impressa obsoleta, outro fato é que a pode ser multiplicada diversas vezes, o que a difere de outros tipos de imagem e a depender de como é apresentada a fotografia pode ter valor comercial, informativo ou artístico.
   O autor diz que a imagem surgiu como forma de nos poupar trabalho, mas acabou por alienar a população, é o que acontece ao apresentar constantemente imagens que não tem significado para a massa. Ele diz que participar desse universo fotográfico significa viver e agir em função do ato de fotografar. Em seu último capítulo, o autor fala da urgência em se criar uma filosofia fotográfica, dizendo que é preciso que essa filosofia liberte o fotógrafo das imposições da indústria fotográfica voltando a comandar o ato de fotografar. Flusser afirma que a tecnologia tem enfraquecido a capacidade de pensar do homem, a filosofia da fotografia seria o agente libertador do homem de um mundo programado, no qual se encontra preso à regras e obrigações.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

HDR - High Dynamic Range (Alto Alcance Dinâmico)

O alcance dinâmico é, basicamente, a quantidade de luz de diferentes intensidades que nossa câmera consegue registrar.
O olho humano tem um alcance dinâmico incrível: quando estamos olhando uma paisagem conseguimos ver os detalhes do céu, das nuvens, dos prédios, do mar, da grama… enfim: todos os detalhes. (fonte: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=9007239277771684389#editor/target=post;postID=8402132506804901291http://www.dicasdefotografia.com.br/o-que-e-hdr-por-que-usar-essa-tecnica).


3X2 - Espaço Grande, Pequeno corpo - a presença e falta do corpo no espaço


3X2 - O chuveiro e seu sinal verde! Esperando por seu corpo para banhar-se.

Foto tirada de um celular SAMSUNG GT 18552B
distância focal 1.7 mm; f/ 2.7 ISO: 50; sem flash (sem edição)

3X2 - Espaço Grande, Pequeno corpo - a presença e falta do corpo no espaço


3X2 - A Parede que sangra com saudade de seu corpo INTERIOR. 

Foto tirada de um celular SAMSUNG GT 18552B
distância focal 3.4 mm; f/ 2.7 ISO: 50; sem flash (sem edição)

3X2 - Espaço grande, Pequeno corpo - A Presença e falta do corpo no Espaço


3X2 - A ausência do corpo é nada mais que uma parede rachada.

Foto tirada de um celular SAMSUNG GT 18552B
distância focal 3.4 mm; f/ 2.7 ISO: 50; sem flash (sem edição)

3X2 - Espaço grande, Pequeno corpo - A Presença e falta do corpo no Espaço


3X2 - O corpo deixando seus rastros, delimitando até seu espaço interior.
Foto tirada de um celular SAMSUNG GT 18552B
distância focal 3.4 mm; f/ 2.7 ISO: 50; sem flash (sem edição)